BELVIQ: Novo Remédio para Obesidade

Belviq: Novo Medicamento para Obesidade

Há mais de 10 anos que o FDA (Food and Drug Administration) não aprovava um novo medicamento para a obesidade e por isso está sendo tão comentado o lançamento do BELVIQ (cloridrato de Lorcaserina).

O FDA o definiu como uma droga controlada voltada para o tratamento da obesidade e com pouco potencial de abuso, já que só uma pequena parcela dos pacientes estudados cursou com quadros de euforia e alucinações.

Como Atua no Organismo

Este remédio age sobre o funcionamento cerebral, através da ativação do receptor da serotonina 2C. A serotonina é conhecida como o “hormônio da saciedade”, sendo assim a ativação do seu receptor pode promover uma diminuição do apetite.

Vale lembrar que em 1997, medicamentos para a obesidade que ativavam os receptores 2B da serotonina, como a fenfluramina e dexfenfluramina foram retirados do mercado após evidências de que eles provocavam lesões nas válvulas cardíacas, mas este efeito não parece estar relacionado com a ativação do receptor 2C da serotonina, como é o caso do BELVIQ.

Se utilizado na dose que foi aprovada pelo FDA (10mg, duas vezes ao dia) ao que tudo indica o Belviq não ativa o receptor 2B da serotonina.

Está indicado para pessoas acima de 18 anos com um índice de massa corporal (IMC) ≥ 30 kg/m² (obesos) ou em adultos com um IMC ≥ 25 kg/m² (sobrepeso) e que têm pelo menos uma doença relacionada a obesidade, como hipertensão arterial, diabetes mellitus tipo 2 ou colesterol alto (dislipidemia).

Indicação

A recomendação é que a medicação seja usada na dose recomendada e de forma responsável em conjunto com mudança de estilo de vida, atividade física regular e reeducação alimentar; ou seja, a medicação não oferece a solução dos problemas, ela apenas é um recurso à mais que pode contribuir para o sucesso do tratamento.

O Belviq® (cloridrato de lorcasserina hemihidratado) ficou famoso pois é indicado como adjuvante à dieta de redução de calorias e atividade física aumentada para o controle de peso crônico em pacientes adultos. Ou seja, ele é um remédio que ajuda na perda de peso.

Se eu tomar Belviq, vou perder peso?

Belviq atua diretamente no sistema nervoso central, agindo como um agonista. Um químico que se liga a um receptor, neste caso específico, o receptor 5-HT2c, uma das variações da hormona serotonina.

Ele é encarregado de fornecer saciedade para a pessoa, o que reduz o desejo de comer. Destacamos que, este medicamento é mais adequado para aquelas pessoas que comem compulsivamente, especialmente os alimentos calóricos.

E para ficar ainda melhor, também acelera o metabolismo basal. Isso, faz o corpo queimar mais gordura. Pois também é um poderoso termogênico, aumentando a temperatura corporal que resulta na decomposição das moléculas adiposas.

Pesquisa

De acordo com a pesquisa do laboratório que desenvolveu a medicação, os pacientes estudados perderam até 5% do seu peso inicial em 12 semanas de tratamento; isto considerando que deve ter associação de dieta e atividade física, entretanto para aqueles que não obtiverem perda de 5% de seu peso inicial em três meses de uso do medicamento, está altamente indicada a interrupção do mesmo.

O tempo médio de tratamento com Belviq é de 24 meses e como dito, deve estar associada uma mudança de estilo de vida e de alimentação para se obter melhores resultados a longo prazo.

A segurança e a eficácia do Belviq foram avaliadas através de 3 ensaios clínicos controlados, que incluíram ao redor de 8.000 pacientes obesos e com sobrepeso, com e sem diabetes tipo 2, acompanhados por 52 a 104 semanas.

Para todos os participantes foram associadas mudanças de estilo de vida, com orientação de dieta hipocalórica e aconselhamentos de atividades físicas, sendo observado que no grupo com uso de Belviq houve uma perda de peso média de 3 a 3,7% comparada ao grupo placebo.

Efeitos Colaterais

Dor de cabeça, fadiga, tontura, náuseas, boca seca e constipação são os mais comuns.

Em pacientes diabéticos pode ocorrer hipoglicemia.

É raro mas pode apresentar efeitos secundários graves, como a síndrome serotoninérgica (alteração do estado mental, anormalidades neuromusculares e hiperatividade autonômica), particularmente quando usada em associação a determinados medicamentos que aumentam os níveis de serotonina ou ativam os receptores de serotonina, como é o caso de drogas antidepressivas e contra enxaqueca, inibidores da MAO (monoamina oxidase), triptanos, bupropiona ou erva-de-são-joão.

Pode ocorrer também perda de memória, déficit de atenção e edema mamário.

Custo

O custo está por volta de 450 reais a caixa contendo 60 comprimidos e sua venda não foi aprovada no Brasil. O belviq chega ao mercado norte americano com a dificuldade de superar o QSYMIA, medicamento também voltado para a obesidade e aprovado nos EUA com resultados surpreendentes, mas que apresenta 2 dificuldades: sua venda mediante apenas por encomenda e seu altíssimo custo. Conhecimento é saúde!

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